quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Direção do MEP, próximo aos 30 anos, traça perspectivas para 2026

 Criado em 1997, o Movimento Ética na Política de Volta Redonda (MEP-VR) aproxima-se de seus 30 anos reafirmando seu papel histórico na defesa da democracia, da ética na política e da educação popular. Ao refletir sobre o cenário atual e projetar 2026, as instâncias diretivas do Movimento: sociopolítica, socioeducacional, socioambiental, ético-racial e sociojuvenil, confluem para um mesmo entendimento: seguir avançando com organização e compromisso social.

Para a professora Abigail Ribeiro, integrante do MEP desde 2004 e coordenadora da área de Linguagens, o momento combina esperança e responsabilidade. Ela destaca como marcos recentes a participação do Movimento em reuniões em Brasília e a implantação de um novo núcleo do Pré-Vestibular Cidadão (PVC), no bairro Califórnia. “São fatos que nos alegram, mas que ampliam nossa responsabilidade e a necessidade de organização interna e institucional”, afirma. Abigail também ressalta a relevância do MEP em um ano de eleições gerais, marcado pela polarização política.

O coordenador da área de Exatas, Paulo Ricardo Ramos, militante do MEP desde 2004, aponta como principal desafio lidar com a polarização política e a disseminação de fake news. No campo educacional, destaca a importância de estratégias para garantir a permanência dos estudantes no PVC até o Enem. “A educação muda vidas e é essencial para uma verdadeira revolução social”, afirma.

 


Juventude

Para Pedro Paulo Bichara, coordenador das áreas socioambiental e socioeducacional e integrante do MEP há oito anos, 2025 representou um salto organizativo. “O MEP avançou em acessos, articulações e contatos. Em 2026, o desafio será implantar um novo polo e formalizar o CNPJ”, avalia.

Representando a juventude, Matheus Mattos, coordenador da JUVMEP, de 20 anos, destaca dois desafios centrais: “O novo polo do PVC e a Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP), que se mostrou uma importante ferramenta de engajamento dos alunos do MEP e de outros pré-vestibulares”. Ele acrescenta que ampliar o engajamento de voluntários será decisivo para os projetos da juventude do Movimento.

Marcele Lopes, da equipe Étnico Racial, no MEP desde 2004, afirma que, aos 29 anos, o Movimento se consolida como uma iniciativa madura e socialmente necessária, tendo como principal desafio fortalecer a formação crítica e o engajamento da juventude, especialmente por meio do acesso ao Ensino Superior, sem abrir mão de sua autonomia ética e política.



A professora de Física Elienai Pereira, coordenadora da área de Física, integrante do MEP há seis anos, ressalta o fortalecimento interno do Movimento. “O PVC mantém grande relevância ao ampliar o acesso de jovens ao ambiente acadêmico, gerar engajamento e consciência crítica”, afirma. No campo político, aponta como desafio equilibrar a atuação do MEP em um cenário marcado pelo crescimento do conservadorismo. “É fundamental explicitar com clareza nossa posição social e política, com postura firme e coerente diante das necessidades e lutas da região”, defende.

Com gratidão, José Maria da Silva (Zezinho), integrante do MEP desde a fundação, em 1997, agradece o dom da vida e faz memória aos companheiros que já se foram. Ele destaca a capacidade de renovação do Movimento. “O MEP se renovou sem perder sua essência. Agradeço também à sociedade e à imprensa, que deram visibilidade ao Movimento desde o início. Agora é seguir firme, rumo aos 30 anos”, conclui.



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