domingo, 1 de maio de 2022

Aniversário do Pavio Curto 21: a opinião de quem alimenta a chama

Por Fabíola Rodrigues, Camilla Silva e Alvaro Britto

Com o slogan “Um jornal crítico e bem humorado” e tendo como patrono Henfil e inspiração no Pasquim, o projeto do Pavio Curto nasceu em 2001, quando foram lançadas cinco edições impressas por quatro jornalistas e chargistas do Sul Fluminense. Logo o grupo se ampliou com vários ativistas de movimentos populares da região.

 Mesmo com a cotização de amig@s do Pavio, os custos de impressão e o boicote das bancas de jornais à imprensa alternativa impediu a continuidade do projeto. Mas a chama nunca se apagou, com duas tentativas de retorno em 2013 e 2017. E, no início de 2021, segundo ano da Pandemia, o grupo original voltou a se reunir e retomou o projeto. Em 31 de março, um debate em defesa da democracia e contra o fascismo marcou o lançamento do Pavio Curto 21, agora digital, cuja primeira edição foi para as redes em 1º de abril.

 O projeto político editorial foi atualizado, incorporando novas pautas, seções e vários colaboradores, os “acendedores” e “amig@s” do Pavio Curto, abarcando inúmeros lugares de fala, diversas áreas de atuação e regiões, com foco no Sul Fluminense. Também os patronos – as “fagulhas que nos inspiram” – aumentaram, expressando maior diversidade.

 Refirmando suas origens, o Pavio Curto 21 assume que “é apartidário, mas sempre tomará partido”, negando a falsa neutralidade jornalística. “Na verdade, ela encobre a cumplicidade com o atual estado de coisas”, afirma o seu editorial de lançamento. A crítica política e social bem humorada através da utilização da linguagem da charge, do cartum, da caricatura e dos quadrinhos é outra marca do Pavio. 

 Mais que um jornal alternativo, o Pavio Curto 21 é um Coletivo de Cultura e Mídia Popular, promovendo debates, palestras e outras atividades educativas, formativas e culturais para a denúncia, crítica e luta contra o avanço do fascismo e o capitalismo, estimulando a polêmica e incentivando a construção de uma alternativa que aponte para uma nova sociedade, em defesa da vida, da democracia, da justiça social, do respeito à diversidade, da paz e do amor.


Com a palavra, acendedor@s, amig@s e seguidor@s do Pavio

 No mês do primeiro aniversário da versão digital do Pavio Curto, entrevistamos amigas e amigos que se relacionam de diversas formas com o coletivo e o jornal. Inicialmente, a quem participou do lançamento do Pavio Curto impresso há 21 anos e desde então nunca deixou de acompanhá-lo, mesmo agora na versão digital, perguntamos como comparam esses dois momentos.

O segundo grupo foi dos acendedores, que colaboram regularmente com conteúdos para o Pavio. Perguntamos qual o retorno e satisfação em relação à divulgação do seu trabalho. A motivação de quem segue e curte regularmente e às vezes até compartilha publicações do Pavio foi outra resposta que buscamos com outras amigas e amigos.

Finalizando, conversamos com participantes de lives ou entrevistas explosivas do Pavio Curto para saber como avaliam o retorno e satisfação em relação à divulgação do seu trabalho e a condução da atividade pela nossa equipe.

Para todas e todos os entrevistados pedimos uma avaliação e sugestões para a melhoria do Pavio Curto 21 um ano após o seu lançamento. Em outra questão comum e mais geral relacionada ao projeto do nosso coletivo, buscamos conhecer a opinião das amigas e amigos do Pavio sobre o papel da imprensa alternativa na luta contra os valores da chamada “cultura bolsonarista”.

Vida longa ao Pavio Curto!!


Dodora Mota: “Não percam o foco do debate de esquerda”

Professora e militante social e sindical, Dodora mora em Volta Redonda.  Ela participou do lançamento do Pavio Curto há 21 anos, atuando na época no seu conselho editorial. Atualmente está no coletivo de acendedores, colaborando com pautas e em lives e entrevistas.

Na foto, Dodora em reunião de pauta do Pavio em 2001.

 


“São dois momentos bem distintos. Em 2001 a Educação enfrentava bravamente Garotinho no governo fluminense, o estado do Rio organizava seu I Congresso Estadual de Educação (COED) e a esquerda se preparava para eleger Lula em 2002. O sindicalismo estava avançando e o SEPE apoiou totalmente o projeto do Pavio Curto. Atualmente foi necessário exercitar a criatividade e entender o papel da mídia alternativa nesse novo momento de negacionismo e de pandemia para dar um jeito de voltar a falar com a sociedade.

Foi um grande desafio, principalmente para vocês da equipe e estão de parabéns. Foram guerreiros nessa empreitada. Sugiro que não percam o foco do debate de esquerda, que garantam a pluralidade de ideias e que continuem na luta para derrotar o bolsonarismo.

Usar todos os meios para combater os fakenews,  noticiar cotidianamente os ataques às "minorias" que na verdade formam a maioria do povo brasileiro e garantir as diversas visões no campo da esquerda”

 

Claudia Santiago: “Nosso papel é se tornar referência como bom jornalismo para resistir aos ataques, mentiras e manipulações.”

Jornalista do Rio de Janeiro, Claudia é coordenadora do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC) e da Livraria Antonio Gramsci, tendo participado do evento de lançamento do Pavio Curto impresso, realizado no auditório do Centro Universitário de Barra Mansa em 2001. 

Na foto, ela apresenta exemplares de vários jornais alternativos editados na ditadura militar.

 


“É o mesmo Pavio combativo, inteligente feito com a mesma paixão e o mesmo amor. A diferença é que se adaptou aos tempos. Isso mostra como os seus criadores são comprometidos com a comunicação alternativa e conhecem a sua importância. Sabem que impresso ou digital ela precisa existir.

Importante aumentar a divulgação e o alcance. Chegar a mais leitores e estar sempre muito preocupado em ter uma pauta que o que diz respeito aos trabalhadores e trabalhadoras no campo e na cidade e nunca se esquecendo de uma olhada no mundo. Tratar sempre dos direitos da classe trabalhadora. Fazer sempre jornalismo.

A imprensa alternativa tem um papel enorme, extraordinário. É nós por nós. A história nos ensina que não podemos confiar nos meios hegemônicos que funcionam, infelizmente, de acordo com os interesses do capital. Estamos abarrotados de informações por diversos meios digitais. Vivemos o caos informacional. Nosso papel é se tornar referência como bom jornalismo para resistir aos ataques, mentiras e manipulações.”


João Henrique: “Tenho orgulho de ter participado da criação do projeto e do caminho que ele seguiu em tempos digitais”

Radialista, jornalista, professor e historiador, João Henrique é morador de Vassouras. Participou na primeira fase impressa do Pavio Curto em 2001, atuando na época no seu conselho editorial e participando de entrevistas e produção de textos. Em 2021, João esteve nas primeiras conversas sobre a volta do Pavio, atuando na coordenação e no coletivo de acendedores. Atualmente, colabora com sugestões de pautas e artigos.

Na foto, João Henrique na histórica entrevista do Pavio com Dom Waldyr Calheiros realizada em março de 2001.


“Eu diria que hoje talvez o Pavio seja ainda mais importante, necessário. Se em 2001 o povo brasileiro enfrentava a repercussão de um projeto neoliberal, com fome e desemprego, hoje esse sofrimento se soma ao enfrentamento a um governo que empodera o racismo, a misoginia, a homofobia e tantas outras mazelas do ser humano. Tenho orgulho de ter participado da criação do projeto e do caminho que ele seguiu em tempos digitais. Vida longa ao Pavio Curto no enfrentamento do obscurantismo, hoje e sempre.”


Ju Kerexu: “Eu gosto muito dessa nova experiência, e ver minhas poesias é muito forte!” 

 Juliana Kerexu, do povo Guarani mbyá, é cacique da Aldeia Tekoa Takuaty na Ilha da Cotinga, no município de Paranaguá (PR). Mãe, artesã, professora e educadora popular, palestrante, roteirista de documentários e contadora de histórias. É colaboradora frequente do Pavio Curto através de poemas e participação em lives e entrevistas sobre os povos indígenas.

 


 “Eu gosto muito dessa nova experiência, e ver minhas poesias é muito forte! É muito bom, facilita o acesso e é mais fácil. A imprensa alternativa é muito necessário, pois estamos vivendo num mundo que precisamos estar o tempo todo atualizando as informações sobre a realidade que estamos vivendo.”

 

Guilherme Maia: “Sugiro buscarmos um meio de incentivar os leitores a dialogarem com os autores”

 Poeta, escritor, compositor, anarcochargista e advogado, Guilherme é morador de Teresópolis e colabora regularmente com o Pavio com artigos e charges.

 


“Ter essa liberdade de expressão - imagina poder expor o que sinto em sintonia com a turma aqui. Nessas épocas conturbadas, como a que estamos vivendo, dizer com orgulho LIBERDADE DE EXPRESSÃO, garantia da civilização humana tão ardorosamente conquistada e, nesse momento, tão malversada no sentido de quererem acobertar esses anseios neonazistas por meio dela. Podemos dizer aqui que cultuamos sim a liberdade de expressão plena, porque lutamos por nossos meios (as palavras e as charges) pela liberdade e não pelo cativeiro das pessoas.

Sugiro buscarmos um meio de incentivar os leitores a dialogarem com os autores. Talvez uma seção de leitores. A imprensa alternativa é a ponta de lança numa época onde a mídia eletrônica está servindo ao desmonte do conhecimento humano em prol de distorções da percepção da realidade, a famigerada pós verdade vem no bojo das mídias da rede e a luta contra essa distopia deve ser com as mesmas armas!”

 

Dayse Gomis: “Ser vista como uma chargista pela democracia tem sido emocionante, empolgante e renovador”

 Chargista, Dayse mora no Rio de Janeiro e colabora regularmente com o Pavio através de suas ilustrações.

 


“Gosto de contribuir com essa partilha de artes/texto no Pavio Curto. Ser vista como uma chargista pela democracia tem sido emocionante, empolgante e renovador. O Pavio tem feito um excelente trabalho de "tráfico de informação com arte". E isso realmente tem impacto em nossa vivencia pela mídia em geral.

A imprensa alternativa deve trazer à tona a verdade para a população de forma lúdica, interpretar e traduzir na simplicidade e ser palatável a todes. Sendo assim multiplicaremos pessoas informadas e desejosas por garantir seus direitos e para o Bem Viver de todes.”

 

Mário Lucio: “Considero importante a incorporação de novos articulistas e usar uma linguagem acessível a todos os leitores.”

 Engenheiro Agrônomo e morador de Resende, Mario Lucio colabora regularmente com artigos e, mais recentemente, também com crônicas para o Pavio Curto.

 


“Fiquei muito contente em ser convidado para escrever artigos na retomada do Jornal Pavio Curto no formato digital. Temos que usar todos os recursos disponíveis para compartilhar informações e opiniões no sentido de esclarecer assuntos contemporâneos relevantes. Considero importante a incorporação de novos articulistas e usar uma linguagem acessível a todos os leitores. Parodiando Jorge Amado, sobre o papel da imprensa alternativa: “Usei minha arma de escritor, a palavra, contra a injustiça e a miséria, contra tudo que é anti-humano, contra a opressão e o falso moralismo”.”

 

Giovana Damaceno: “Seria ótimo encontrar mais colaboradores comprometidos, para poder aproveitar melhor o pouco que cada um pode oferecer.”

 Jornalista e escritora, Giovana mora em Volta Redonda. Ela colabora com o Pavio através de artigos, resenhas de livros e pautas feministas.

 

 “Na verdade, gostaria de trabalhar mais pelo Pavio do que realmente consigo, mas só de poder colaborar de forma mínima já é uma grande satisfação. Qualquer colaboração à luta é necessária e muito válida.

O Pavio cresce de forma lenta, como ocorre com todo o processo de consolidação de uma mídia, e isso é bom, pois podemos avaliar o trabalho com calma, bem como sua repercussão. Também devagar avaliamos melhorias e aplicamos os ajustes necessários. Em um ano já ouço comentários a respeito dos artigos publicados, recebo alguns retornos sobre os links que recomendo. E vai ficando cada vez melhor. Seria ótimo encontrar mais colaboradores comprometidos, para poder aproveitar melhor o pouco que cada um pode oferecer.

Vivemos um momento de muita necessidade de espaços de voz. E é na imprensa alternativa que encontramos esse espaço, importantíssimo para noticiar, discutir, dar visibilidade a temas importantes, educar. Acho pouco o que temos; precisamos de mais e cada vez mais.”

 

 Ana Júlia e Polliana Amurim: “Achamos que a principal arma contra um governo ignorante e intolerante é a resistência e a propagação de informação”

 Grandes amigas, ambas são estudantes de Jornalismo do Centro Universitário de Barra Mansa (UBM), cidade do Sul Fluminense onde moram. Além de seguidoras do Pavio Curto, tiveram publicadas, ao longo de 2021, três reportagens plenamente afinadas com o projeto editorial do jornal.


“Além de consumidoras, nós duas já tivemos três reportagens publicadas no jornal e é um reconhecimento muito bom. Escrevemos sobre desigualdade de gênero e outras duas mais voltadas para a cultura, mas sempre tentamos trazer uma mensagem ou algo para refletir. Afinal, de certa forma, todo conteúdo cultural também é político. É muito gratificante ver nossos textos publicados em um veículo que possui uma equipe de jornalistas e outros profissionais tão inspiradores. Está tudo muito incrível, achamos que agora que estamos vacinados, seria interessante uma palestra ou roda de conversa presencial.

Faz um tempo que nós acompanhamos o Pavio Curto, acho que desde o surgimento, e notamos que ele traz sempre pautas sociais importantes que normalmente não vemos em veículos de comunicação tradicionais ou são abordadas de forma superficial. Achamos que a principal arma contra um governo ignorante e intolerante é a resistência e a propagação de informação. Sabemos que é difícil mudar a mente de um bolsonarista assíduo, mas acreditamos que a imprensa alternativa tem um papel muito importante na vida das pessoas que estão dispostas a escutar.”

 

 Renata Nery: “Esse é o papel da imprensa alternativa: mostrar a verdade, o outro lado, levar à reflexão!”

 Jornalista, artesã e moradora de Resende, Renata não deixa de curtir as publicações do Pavio e compartilha a maioria delas.

 

“Eu sigo, curto e compartilho publicações do Pavio pois são assuntos do meu interesse e acho importante divulgar para que mais pessoas conheçam o conteúdo. Avalio o trabalho muito bom e bonito, feito por amigos com intuito de levar informação de verdade, em meio a tanta mentira que circula pelas redes. Esse é o papel da imprensa alternativa: mostrar a verdade, o outro lado, levar à reflexão!”

 

Luis Cláudio Hermógenes: “A equipe está de parabéns pelo trabalho, mas creio que um site faz falta”

Jornalista, professor de Comunicação e assíduo das redes sociais, Hermógenes é morador de Resende e seguidor do Pavio Curto no Instagram, onde curte frequentemente suas publicações.

 

 “Sigo o Pavio no Insta, com grande prazer. E costumo curtir regularmente, pela qualidade das postagens, por serem pertinentes e por focarem sempre nas pautas do dia. E já repostei charges também. A equipe está de parabéns pelo trabalho, mas creio que um site faz falta. Um bom exemplo é o do 247, que funciona legal. Daria, creio, mais visibilidade às matérias e colunas.

O papel da imprensa alternativa é fundamental, por permitir às pessoas a oportunidade de pensar, de ouvir o contraditório. Pois a mídia tradicional imperialista, que nos impôs o Golpe de 2016, foi certamente uma das principais responsáveis pelo estado de coisas ao qual o país se sucumbiu. Hoje somos um Brasil intolerante, com fome, desemprego miséria.”

 

 Dafne Apanaia: ”Gosto de leitura e me interesso por coisas de esquerda”

 Arteterapeuta e proprietária do Espaço Mandaluz, Dafne é moradora de Itatiaia. Segue e curte frequentemente as publicações do Pavio no Instagram.

 

“Sigo o Pavio e curto suas publicações, mas compartilhar nem sempre. Gosto de leitura e me interesso por coisas de esquerda. Ainda não consigo avaliar, mas o digital tomou conta das nossas vidas e acho importante. Tem idosos que preferem o papel físico ainda, então, tem que haver um equilíbrio. Considero o papel da imprensa alternativa essencial na luta contra os valores da chamada “cultura bolsonarista”.”

 

 Eduardo Barros: “Sem veículos de comunicação alternativos para se contrapor à mídia gorda é impossível enfrentar o projeto conservador e neoliberal”

 Professor de História, sindicalista e morador de Itatiaia, Eduardo segue, curte e compartilha publicações no facebook do Pavio Curto, do qual é um entusiasta.

 

 “Sou fã do Pavio Curto, acompanho todas as matérias, sempre bem articuladas, com visual atrativo e informação de qualidade. No rol da imprensa alternativa, o Pavio Curto é um veículo de comunicação fundamental. Depois de um ano de intensa atividade o Pavio Curto demonstra que está no melhor caminho, faço votos que continue nessa toada.

Sem veículos de comunicação alternativos para se contrapor à mídia gorda é impossível enfrentar o projeto conservador e neoliberal. Que muitos veículos de comunicação como o Pavio Curto floresçam para fortalecer a luta em defesa dos direitos humanos e da sustentabilidade do nosso planeta.”

  

Jenny Faulstich: “Gosto muito do conteúdo, principalmente as charges”

Fotógrafa com grande atuação na internet e moradora de Resende, Jenny é seguidora do Pavio Curto nas redes sociais, curtindo a maioria das suas publicações.

 

“Sigo e curto maior parte dos posts, principalmente por me identificar com a forma e pensamentos dos assuntos tratados.  Gosto muito do conteúdo, principalmente as charges. Sugiro mais posts no formato reels. A imprensa alternativa é extremamente necessária! Como um farol a nos guiar na escuridão.”

 

Jorge Alexandre: “...a imprensa no brasil é extremamente oficialista, ela sempre dá voz às instituições em detrimento dos personagens, do povo, das pessoas simples que fazem a vida acontecer.”

 Jornalista, servidor público e morador de Volta Redonda, Jorge é seguidor e entusiasta do Pavio Curto desde a época em que o jornal era impresso, há mais de 20 anos. Atualmente curte e compartilha suas publicações nas redes sociais.


“Eu adoro o Pavio curto, conheci na época do jornal impresso, eu era leitor e agora, quando vi as publicações nas redes sociais comecei a seguir na hora. É divertido, bem feito e usa da arte para tratar de temas relevantes. A página é ótima, não há o que eu possa sugerir, eu curto, compartilho e sou fã da página. As artes, as charges são bem feitas, e sempre atuais, acompanham os fatos do cotidiano, isso é muito bom.

Fundamental ter espaços fora da mídia oficialista, a imprensa no brasil é extremamente oficialista, ela sempre dá voz às instituições em detrimento dos personagens, do povo, das pessoas simples que fazem a vida acontecer. Dessa forma, ter uma imprensa que dá voz aos que não tem, isso é maravilhoso. Há uma falsa sensação de liberdade de imprensa, e nesse embate que os bolsonaristas entram com suas fake news e desinformações, eles colocam verdades sutis num pacote de mentiras e uma parcela da sociedade acaba aceitando essas mentiras envelopadas com pequenas verdades.”


Priscila Messias: “...torço que o blog cresça expandindo suas atuações através de podcasts, lives e maior divulgação.”

Professora, escritora, poetisa e artesã, Priscila é coordenadora da União Brasileira de Mulheres (UBM) em Resende. Ela é seguidora do Pavio Curto nas redes sociais, curtindo a maioria das suas publicações.

 


“As publicações são muito interessantes, trazendo sempre charges coloridas e objetivas, temas atuais e pertinentes. Por ser digital, permite o acesso para todos, mas torço que o blog cresça expandindo suas atuações através de podcasts, lives e maior divulgação.

A imprensa alternativa é fundamental para se combater o bolsonarismo ou qualquer tipo de tentativa de manipulação midiática, já que se propõe a trazer a notícia de perspectivas diferentes e sem medo de trazer a verdade visto que não está presa à classe dominante.”


Hélio Luz: “...a entrevista foi muito boa, as perguntas objetivas e os entrevistadores tinham conhecimento do assunto”

Delegado por 25 anos, inclusive de Volta Redonda em 1992, foi chefe da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro de 1995 a 1997. Antes Hélio atuou como assessor jurídico voluntário em vários movimentos populares, como a Comissão Pastoral da Terra e a Federação de Favelas do RJ. Foi deputado estadual do PT (1999/2002). Hélio Luz é amigo do Pavio Curto desde sua versão impressa em 2001, participando inclusive do evento de lançamento do jornal realizado em maio daquele ano em Barra Mansa.  Em maio de 2021, ele participou de concorrida entrevista explosiva do Pavio sobre direitos humanos, segurança pública e conjuntura política atual, disponível da TV Pavio Curto no Youtube.

 


Participei da entrevista e foi excelente, ativa, interagimos bastante. Não disponho de meios para avaliar o retorno, mas a entrevista foi muito boa, as perguntas objetivas e os entrevistadores tinham conhecimento do assunto. A imprensa alternativa é a saída encontrada para o enfrentamento ao cartel imposto pelos privilégios concedidos às "famílias" dominantes dos meios de comunicação, no século XX, pelo estado, para manutenção e controle dos excluídos de cidadania.”


Angela Mendes: “A live teve uma condução leve e que deixa o/a convidada à vontade, instigante eu diria, gostei!”

Militante sócio ambiental e coordenadora do Comitê Chico Mendes, Angela é moradora de Rio Branco, no Acre. Ela é filha do seringueiro, ambientalista e sindicalista Chico Mendes, que é uma das fagulhas que ilumina o Pavio Curto.  Angela Mendes participou no final de 2021 de live promovida pelo jornal sobre o legado de seu pai e a situação ambiental da Amazônia.


 
 “Considero que o coletivo tem seriedade e compromisso, tem uma boa divulgação e cuidado com a produção na fase pré e pós live. Quanto à repercussão pelo pouco que acompanhei nas redes do coletivo acredito que tenha sido satisfatória pelos comentários e likes. A live teve uma condução leve e que deixa o/a convidada à vontade, instigante eu diria, gostei.

Uau, na verdade a imprensa alternativa já desempenha um papel fundamental na luta contra a exclusão e as injustiças sociais de vários Povos e Populações do Brasil, como o trabalho dos seringueiros da Amazônia na década de 70. Agora tem sido um canal muito estratégico da nossa resistência e da luta contra o fascismo.”

 

 Jambelle Spectral: “A condução da live foi dinâmica e interativa, com ações importantes que possibilitaram um bom percurso nos diálogos entre os participantes”

 Performer e atualmente moradora de Resende, Jambelle participou de live do Pavio Curto sobre o Dia Nacional do Teatro em setembro de 2021.

 

 “Minha avaliação da live foi satisfatória, pois considero que o retorno em relação à divulgação e difusão acontece de modo gradativo. Oportunizando às pessoas interessadas a conhecerem a fundo o meu trabalho em geral a partir do contato e trocas de conhecimentos sempre que possível com a página Pavio e seu público. A condução da live foi dinâmica e interativa, com ações importantes que possibilitaram um bom percurso nos diálogos entre os participantes.

Acredito que o papel da imprensa alternativa é difundir ações socioeducativas de conscientização e desmistificação coletiva da ideologia de extrema direita.”


Apuração e texto: Fabíola Rodrigues, Camilla Silva e Alvaro Britto

Ilustração: Cacinho

Fotos: Arquivo Pavio e divulgação 

quarta-feira, 23 de março de 2022

Julinho dos Palmares recebe de Dani Monteiro a Medalha Abdias do Nascimento


No último dia 22 de março, o grande artista e militante Julinho dos Palmares recebeu da deputada estadual Dani Monteiro (PSOL) a comenda Abdias Nascimento. O evento aconteceu no Clube Palmares em Volta Redonda.

Prestigiaram a entrega lideranças do movimento social e autoridades locais, entre elas Maria das Dores Mota, a Dodora, amiga do Pavio Curto, o presidente Clube Palmares Edson Daniel e o secretário de Cultura de Volta Redonda Anderson de Souza, além de artistas da região Sul Fluminense.

Foi exibido um curta metragem contando a história do Clube Palmares, fundado em 1965. A principal motivação foi a proibição da participação de negros nas diretorias dos clubes locais e e até o acesso às suas sedes.

Dani Monteiro destacou a importância de valorizar espaços como o do Clube como local de resistência. A deputada também contou sobre a dificuldade para aprovar a indicação de Julinho dos Palmares à medalha Abdias Nascimento e sobre as articulações para mudar o nome da medalha para Hélio Bolsonaro. “Parece mentira, mas aconteceu!”, afirmou ela.


Na entrega oficial, Dani Monteiro citou um dos poemas de Julinho publicado em seu livro Cinema Pessoal:

“Abidiáspora Africana

A abidiáspora africana é Abidias Nascimento

É lutar Abidias e noites contra um sistema excludente e violento

Abidias melhores virão

Abidias de glórias

 Abidias de vitórias

Abidias de alegrias

Abidias Nascimento nascerão

Para eternizar nossa história”


A noite terminou com uma roda de samba e muita alegria!

Abdias do Nascimento (1914 -2011) foi atorpoetaescritordramaturgoartista plásticoprofessor e ativista dos direitos humanos. Indicado ao Prêmio Nobel da Paz de 2010, fundou o Teatro Experimental do Negro, o Museu da Arte Negra e o IPEAFRO. Idealizador do Memorial Zumbi e do MNU, atuou a Frente Negra Brasileira, a Negritude e o Pan-Africanismo. Foi fundador do PDT em 1981, chegando a ser vice-presidente da legenda. Foi deputado federal e senador, além de secretário do governo Leonel Brizola no RJ. Abdias também é uma da fagulhas que inspiram o Pavio Curto!

 

Texto e fotos: Clovis Lima

#julinhodospalmares   #culturanegra

 

segunda-feira, 21 de março de 2022

Entrevista exclusiva e explosiva com Fabíola Rodrigues

 Percebemos nas ruas uma enorme aceitação da chapa feminina e com isso várias mulheres se fortaleceram e pensam em começar a atuar politicamente.”

Por Alvaro Britto


Mulher, sagitariana, nascida em Itatiaia, com descendência indígena guarani, morou e estudou no Rio. Atriz e ativista cultural, atua na Companhia de Teatro Os Ciclomáticos. Mãe de duas filhas, poeta, educadora, estudante, militante de esquerda...Fabíola Rodrigues foi candidata do PSOL à prefeitura de Itatiaia, com apoio do PT, PCdoB e PSB na eleição suplementar realizada em 13 de março. Tendo como co-prefeita a servidora municipal Ricarda Helena, também do PSOL, não ganhou a eleição, mas obteve uma vitória política importante para a luta das mulheres e das forças populares da região.  Ao unir a esquerda, Fabíola demonstrou liderança, carisma e capacidade de agregar, realizando uma campanha histórica sem promessas, ofertas de cargos e pouquíssimos recursos, mas com muita garra e presença nas ruas junto com militantes e apoiadores voluntários, além de propostas claras e sinceridade, sendo destaque nas entrevistas realizadas pela mídia regional. Também foi a única candidatura de oposição a todos os grupos que se revezaram no poder de Itatiaia ao longo dos anos e aos governos estadual e federal.  


POR QUE DECIDIU SER CANDIDATA?


“Eu tenho uma insatisfação com injustiça. Eu não suporto injustiça. Tudo que me parece injusto eu quero corrigir. Tenho percebido muitas injustiças na cidade de Itatiaia, o que me incomodou e causou indignação. Por isso decidi aceitar a proposta de vir candidata. Esse meu senso de justiça aflorou para essa maneira de encarar a situação.”


DESCENDÊNCIA INDÍGENA E SIGNO


“Quando me colocam como descendente indígena eu tenho dificuldade de me reconhecer porque é uma descendência muito distante. Todo brasileiro tem um pouco de indígenas e negro no meio disso tudo. A história que contaram para mim é que minha tataravó foi pegada a laço em uma fazenda em Barra Mansa, na região da antiga fábrica da Nestlé.  Ela era guarani. É só o que eu sei, porque a família nunca falou muito sobre isso. Sou sagitariana, de 11 de dezembro, mas eu acho que a ascendência em Peixes é que fala mais alto na minha vida.”


ARTE E POLÍTICA


“A minha vida política e o meu pensar político começaram junto com o teatro. A arte é reveladora por si só. A minha função educadora começou com o teatro. Hoje estou estudando licenciatura em Pedagogia porque lá atrás eu fiz Direção Teatral na UFRJ e vi que a arte tem um potencial de entretenimento mas tem no seu cerne a educação, de forma leve. Eu quis levar isso também para dentro de uma educação muito tradicional e rígida que vivemos no Brasil, já que ainda não conseguimos mudar essa estrutura industrial da educação. Então eu penso que esse olhar artístico e cultural é possível abranger uma educação mais ampla. Todas essas ideias eu quero colocar em prática. Por isso também eu aceitei ser candidata.”


MULHERES NA POLÍTICA


“Acredito que as mulheres devem ser mais participativas na vida política das cidades e do país como um todo. A gente luta nos movimentos para ampliar os nossos direitos mas sempre encontramos barreiras nos políticos. Só a própria mulher tem um olhar para garantir esses avanços. Mas não é qualquer mulher. Infelizmente, há mulheres no poder que ainda alimentam o machismo estrutural. Precisamos de mulheres na política com um pensamento mais amplo, mais progressista em pensar essa dinâmica social, de formação da mulher atuante para manter e ampliar os nossos direitos.”


REGISTRO DA CANDIDATURA


“Houve um problema no CANDex, o sistema de registro de candidaturas da Justiça Eleitoral, que também afetou os outros partidos. A ata da Convenção partidária não estava sendo inserida pelo sistema junto com o processo de registro da candidatura, mas não fomos comunicados desse problema. Nossa ata estava correta, tanto que na segunda-feira seguinte a levamos na Prefeitura para formalizar a licença eleitoral da Ricarda, obrigatória pela legislação já que ela é servidora pública. Quando descobrimos que o registro não havia sido efetivado por causa da ata, tentamos resolver no cartório eleitoral mas nosso recurso não foi aceito. Todos os outros partidos tiveram a informação de alguma forma e levaram a ata presencialmente ainda dentro do prazo, menos a gente. Foi aberta pela Justiça Eleitoral uma segunda versão corrigida do CANDex mas, mesmo com o auxílio do cartório, também não conseguimos formalizar o registro. O caminho então foi fazer o registro individualmente e não pelo partido, o que é previsto na legislação eleitoral a partir de um certo prazo. Na hora, o sistema selecionou o meu primeiro sobrenome, ficando Fabíola Soares em vez de Fabíola Rodrigues, e na pressa o rapaz acabou não corrigindo. Mas acredito que não confundiu ninguém, já que eu era a única mulher e a única Fabíola candidata. E todos os nossos votos foram computados normalmente.”


MACHISMO NAS RUAS


“Nós mulheres sofremos preconceito diariamente que muitas vezes é imperceptível ao olhar masculino. É uma questão de educação a longo prazo e essa é nossa proposta. Só o fato de termos uma chapa com duas mulheres já é uma ruptura com esse preconceito e importante para mostrarmos que qualquer mulher é capaz e preparada para participar da política. Infelizmente isso é pouco falado e até questionado. Houve um episódio marcante, próximo à escola Wagner Guimarães, quando eu estava fazendo campanha no ponto de ônibus e um rapaz provocou dizendo que Itatiaia teria um rei na prefeitura. Eu questionei perguntando “Por que não uma rainha?”. Ele começou a debater comigo de forma extremamente agressiva, sendo que nem morador de Itatiaia era.  Eu respondi educadamente explicando quais as várias necessidades que as mulheres têm na cidade. Foi quando eu percebi que várias mulheres se aproximaram e ficaram junto comigo, demonstrando solidariedade. Ele sentado e nós em pé. E aí ele começou a abaixar o tom da voz quando elas começaram a falar em meu apoio. Independente de votarem em mim ou não, entenderam a necessidade de estarem junto ao perceberam que ele não estava agindo corretamente, pois nem era da cidade e cresceu a voz para mim porque eu sou mulher.”


MACHISMO ENTRE APOIADORES



“Também houve no grupo de apoio uma situação bem complicada. Inclusive a pessoa saiu do grupo após a discussão. A mulheres do Partido e demais apoiadoras estavam organizando o 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Não era uma atividade da campanha eleitoral, que inclusive teria caminhada na parte da manhã. Seria exclusiva para as mulheres debaterem nossas questões e direitos, as pautas feministas, inclusive aquelas referentes à cidade. Isso foi questionado por um apoiador, alegando que em pleno 2022 estávamos querendo separar a campanha em grupos de mulheres e de homens. Eu argumentei de que era um momento nosso, de conversarmos sobre nossas dores, nossos problemas, de expormos nossas ideias, nossos pensamentos. Assuntos que não queremos que sejam ouvidos pelos homens. Se ele quisesse um dia debater questões masculinas, como virilidade ou saúde da próstata, e pretendesse criar um grupo de homens teria todo o nosso apoio. Após o 8M, iriamos divulgar os projetos e ações decididos. Essa posição causou incômodo, mas ficou restrito a essa pessoa, que se retirou do grupo. Acredito que ele não entendeu o projeto da chapa feminina, mas os demais homens do grupo se sensibilizaram e apoiaram a atividade do 8M. Isso foi um bom começo. “


CHAPA FEMININA


“Percebemos nas ruas uma enorme aceitação da chapa feminina e com isso várias mulheres se fortaleceram e pensam em começar a atuar politicamente. A nossa campanha foi uma vitória. Como educadora, e Ricarda também, o mais importante é o processo e não o resultado final. Se você focar só no resultado, acaba perdendo todo o aprendizado ao longo do caminho. O processo da nossa campanha foi muito positivo, mesmo que para alguns o resultado nas urnas não tenha sido muito significativo, o que discordo. Importante o que retiramos e avançamos com o processo.  Conhecemos uma nova Itatiaia, onde mulheres estão buscado a libertação. Queremos incentivar essa participação de mulheres comprometidas com a garantia e ampliação dos nossos direitos.”


FUTURO POLÍTICO


“Já estou fazendo uma monte de coisas hoje. Não existe futuro político. Eu sempre fui política, apenas não atuava na política institucional. Quando saí candidata, fiquei super preocupada de como as pessoas iriam receber. Todo mundo entendeu perfeitamente. Só eu me assustei. Familiares, amigos, colegas, todos já me viam como política. Já era esperado. Só eu que ainda não me via como política. O meu futuro é a continuidade do que já venho fazendo. Não penso em carreira política, vir vereadora, deputada... eu penso em fazer política.  Temos os nosso projetos para a cidade. O movimento popular é a base de tudo. Fortalecer e levar informação à população é fortalecer o Estado de Direito e a cidadania. Independente de estar no governo, eu estou atuante nos conselhos, nos movimentos, e sempre vou estar. Descobri que sou uma pedra no sapato desses políticos tradicionais e continuarei sendo.”


UNIDADE DA ESQUERDA


“Essa questão de agregar e unir pessoas ao meu redor foi muito em função do projeto e principalmente da verdade. Quando você é verdadeira, tem uma verdade, assume algo para si, e chega para a pessoa e diz “é possível!”, isso fortalece.  E eu dizia “é possível mas eu quero você junto comigo!”. No início eu fui meio jogada nesse processo. Quem convidou a maioria das pessoas e articulou o grupo de apoio foi o Ronaldo do PSB. Ele organizou e disse: “toma!”. E as pessoas só vieram comigo porque acreditaram na chapa feminina. E desde o início eu disse que ganhar a eleição não era o objetivo principal, mas consequência de um trabalho, de um projeto, que é a educação política de Itatiaia.”


SUPERAR OS PRECONCEITOS


“Uma educação política mais profunda é colocar uma mulher negra, trabalhadora, da base, popular mesmo, que seja reconhecida pela sua experiência de vida, que saiba do que está falando por sua vivência. E muito foi questionado se a Ricarda estaria preparada para assumir. Eu vejo nisso pelo menos três preconceitos. Por ela ser negra, ser mulher e por ela vir da base, ser uma mulher simples, ter origem popular.  No entanto, se você escuta a história de vida da Ricarda, não tinha ninguém mais preparada do que ela na campanha. Foi uma lutadora das adversidades, uma conquistadora. Tudo o que tem na vida foi fruto do seu trabalho, de perseverança e de planejamento. Uma mulher cuidando sozinha de crianças, estudar para passar num concurso público, se empenhar para entrar numa faculdade, manter a sua família com dignidade.”


UMA CO-PREFEITA PREPARADA


“Ricarda tem uma organização, um planejamento, uma estrutura sem igual. Fez vários cursos, como esse fitoterápico, que ampliou seu conhecimento sobre as plantas, que já era um conhecimento ancestral do seu pai, que era mateiro, como ela diz. Ele entrava no mato para colher raízes e plantas e ela ia junto. Mesmo com essa experiência, ela buscou o estudo científico. Ela é uma pessoa que está sempre estudando, em contínuo progresso e avanço. Eu acho que ela seria o retrato ideal de Itatiaia e poderia vir como a candidata a prefeita. Eu fui escolhida porque ela é tímida e eu falante. Ao meu lado pude contar com essa grande mulher que é a Ricarda. Ela foi um dos grandes presentes que a gente ganhou no Partido e que eu ganhei na vida.”  


NOVO GOVERNO DE ITATIAIA


“Eu sempre sou muito otimista. Espero que o prefeito eleito faça um bom trabalho. Mas se não fizer estarei lá para cobrar, bater na porta do gabinete, não deixar passar o que estiver errado. Ele vem com a proposta de ser algo novo, de mudança. Mudança no grupo político nós sabemos que haverá, mas não necessariamente das propostas. Precisamos ficar em cima, se envolver, cobrar, levar propostas e projetos e sair com a esperança que serão realizados.  Não podemos nos acomodar. E quem votou nele tem todo direito de cobrar, até cobrar em dobro. Eu não votei e vou cobrar.”


DERROTAR BOLSONARO


“A derrota de Bolsonaro começou a partir dele próprio, de suas ações e falta delas. Foi um governo omisso, genocida. Ele se afundou. Precisamos mostrar para a população os melhores caminhos. Comparar a estrutura e a situação do Brasil de antes do golpe de 2016 e de hoje. Não dá para ser mais didático. Precisamos repensar mesmo uma política mais de esquerda, mais socialista, que pense mais os diretos do povo, que encontre os caminhos mais corretos da soberania nacional, sem estar lambendo botas. O Brasil era respeitado no passado. É muito triste ver a nossa atual imagem lá fora.”


FREIXO GOVERNADOR E LULA PRESIDENTE

“Precisamos mostrar que o melhor caminho para mudar é com Freixo no governo estadual e Lula na presidência.  Despertar a esperança no povo.  O povo está desesperançado não só em Itatiaia, já que eu rodo muito com teatro e vejo isso em todo o Brasil. Desde o governo Temer e só piorou com Bolsonaro. Muita gente foi iludida. Precisamos dar uma reviravolta e votar em pessoas realmente comprometidas com uma política social, mais justa, melhor distribuição de renda, reforma agrária, defesa dos territórios indígenas, que pare a devastação da natureza. Os retrocessos são enormes, mas pode ser revisto, pode ser melhorado com o nosso voto em outubro. Precisamos ter nossos programas e propostas de forma que o povo compreenda, em linguagem popular. Os projetos precisam ser conhecidos e valorizados na hora do voto, e não apenas as pessoas. “


Bomba, bomba!!

Fabíola anuncia sua entrada na equipe de acendedoras e acendedores do Pavio Curto


“Podem esperar boas ideias, inclusive estávamos conversando sobre a comemoração do aniversário do 1º ano do Pavio Curto 21, como aumentar o alcance das redes sociais, motivar os acendedores e acendedoras, divulgação do Projeto Semear, entre outras. Estou bastante empolgada com o projeto coletivo do Pavio, mesmo com minhas dificuldades de tempo em função do meu trabalho.  Mas pretendo contribuir bastante. Espero atender muito bem e estou ansiosa para começar o trabalho.”

 

Em tempo: Também passaram a integrar o grupo de ilustrador@as do Pavio Curto as artistas visuais Sara Raquel, de Itatiaia e Andy, de Juiz de Fora. Bem-vindas!!

 

 

 Fotos: Pedro Assis, Alvaro Britto, Tiago da Silveira e divulgação